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Escrever e publicar um post no blog

Da primeira ideia que vale a pena à publicação no ar.

O contexto

A maioria dos posts de blog não falha na fase da escrita. Falha antes — no intervalo entre ter algo a dizer e realmente sentar para dizer. Ou depois, no intervalo entre um rascunho pronto e apertar publicar.

A escrita em si é a parte fácil, relativamente falando. Ou você sabe o que quer dizer ou não sabe. Se sabe, sai. Se não sabe, nenhuma quantidade de tempo olhando para uma página em branco vai produzir — mas uma única frase sobre o que você está tentando dizer, normalmente vai.

A rotina aqui tem menos a ver com o ofício e mais com a forma da sessão. Onde começa, onde termina e o que acontece no meio. Porque o que mata a maioria dos posts não é o bloqueio criativo. É a ausência de um próximo passo.

Você termina o rascunho e não sabe se edita agora ou depois, se o título é bom o suficiente, se precisa de mais uma revisão. A rotina responde essas perguntas com antecedência para que você não precise respondê-las no momento. E então, no passo 11, pede que você faça o que de alguma forma é sempre mais difícil do que deveria — e simplesmente publique.

Escrever e publicar um post no blog

  1. Escrever a única frase sobre a qual o post trata Não o tema. O ponto. Se você não consegue dizer em uma frase, ainda não sabe o que está escrevendo. Tudo bem — escreva a frase mesmo assim e veja o que sai.
  2. Fazer só a pesquisa que realmente precisa Não pesquisa como procrastinação. Se você já sabe o suficiente para escrever, comece a escrever. Se há uma coisa a verificar, verifique essa uma coisa.
  3. Escrever um esboço básico Três a cinco pontos, em ordem. Não títulos — só a forma do argumento. Isso é para você, não para quem vai ler.
  4. Escrever o primeiro rascunho sem editar Até o fim, sem parar para corrigir frases. Um rascunho ruim é a única forma de conseguir um bom segundo. Feche a aba com o post de ontem se precisar.
  5. Deixar de lado por pelo menos uma hora Mais tempo se puder. Você não consegue editar com clareza o que acabou de escrever. Volte quando parecer um pouco estranho.
  6. Editar para a clareza, não para o efeito Corte tudo que está ali para soar inteligente em vez de dizer algo. Se uma frase te fez bem quando você escreveu, olhe para ela duas vezes.
  7. Ler em voz alta Você vai encontrar cada frase estranha assim. Se você tropeça lendo, quem ler também vai tropeçar.
  8. Escrever o título por último Agora que você sabe o que o post realmente é, dá para escrever um título que signifique algo. Escreva três opções e escolha a menos inteligente.
  9. Adicionar o que o post precisar Imagens, links, meta descrição, tags. O lado prático. Não deixe isso virar mais um motivo para adiar.
  10. Ler uma última vez como leitor Não como escritor. Está dizendo o que você quis dizer? Termina em algum lugar, ou simplesmente para?
  11. Publicar Não quando estiver perfeito. Quando estiver pronto. São coisas diferentes.
  12. Compartilhar uma vez Um post, uma plataforma, onde seus leitores realmente estão. Depois deixa quieto. Ficar atualizando as métricas não faz parte do fluxo de trabalho.

Gambiarra à vontade

O passo que a maioria pula é o primeiro. Começa a escrever e descobre no meio do caminho que não sabia do que o post tratava. O teste da frase única não é um exercício de criatividade — é de economia de tempo.

Se você escreve com regularidade, os passos 5 e 6 são onde a qualidade mora. A diferença entre um primeiro rascunho e algo que vale a pena ler é quase sempre a edição, não o talento. Dê à pausa tempo suficiente para fazer diferença.

Alguns posts precisam de mais pesquisa, outros de nenhuma. Alguns precisam de imagens, outros não. Adapte a rotina ao tipo de post que você realmente escreve, não a um ideal hipotético. Uma rotina que se encaixa no seu fluxo de trabalho real vai ser usada. Uma feita para o fluxo de outra pessoa, não.

Quando essa sequência ficar familiar, você vai perceber que o que realmente te atrasa quase nunca é a escrita. São as decisões em torno da escrita — sobre o que é, quando está pronto, se é bom o suficiente. A rotina não responde essas perguntas, mas impede que elas consumam toda a sessão.